"Claro - escuro renascentista em pleno sertão, contraste barroco entre a alegria e a dor, imagem talhada pela fé, como se a vida fosse reinventada cada vez que fosse impressa, como Verônica imprimiu a face de um Cristo no tecido de linho.quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Histórias e impressões em gravuras
"Claro - escuro renascentista em pleno sertão, contraste barroco entre a alegria e a dor, imagem talhada pela fé, como se a vida fosse reinventada cada vez que fosse impressa, como Verônica imprimiu a face de um Cristo no tecido de linho.Das artes marciais à arte da dança
Pioneiro West Coast Swing no Ceará
O ritmo, pouco divulgado em nosso país, é um dos mais interessantes, empolga-se Diego: "a vantagem dele em cima dos outros ritmos é que a música consegue evoluir muito rápido. Pode ser dançado com músicas pops. São músicas que todos escutam, não é preciso ir atrás de um cd com esse ritmo, quase todos nós temos em casa músicas pops."
Primeira competição
Pela falta de domínio com a língua inglesa, ele lembra que foi muito engraçado participar da competição norte-americana, além da coincidência dos nomes: Swing Diego. O evento, realizado em maio do ano passado, foi uma experiência nova e bem divertida: "Eu viajei sozinho, todo mundo estava preocupado comigo e com meu inglês. Minha família e amigos me acompanhavam direto pela internet".
No Swing Diego, 130 homens e 130 mulheres participam da competição dançando uns com os outros e, por último, ficam 12 dançarinos na disputa. A sensação ao chegar na final, em dançar sozinho para um público grande e conseguir chegar na etapa mais importante, foram momentos únicos e jamais sentidos em outras ocasiões: "a sensação é muito boa, eu competi karatê a vida inteira..... Por eu estar muito pronto pro karatê, eu não sentia tanta emoção ... Na dança, eu fiquei nervoso e muito emocionado." Declara sorridente e satisfeito com a conquista.
Dança dos Famosos
Ainda comemorando sua vitória nos Estados Unidos, Diego soube que não tinha muito tempo para aterrissar no Rio de Janeiro. A produção do programa do Faustão pediu para que chegasse no dia seguinte para se apresentar. Ele lembra que a correria foi grande, mas conseguiu chegar no destino na hora: "eu corri para antecipar meu voo. Não consegui nem passar em casa. Foi muito corrido mesmo,mas foi muito bom. Uma fase inesquecível ."
Um dos momentos mais difíceis era de montar a coreografia, o dançarino pegava o CD em um domingo e já, na segunda, tinha que apresentar à sua aluna a música e começar a montar a coreografia.
Diego não chegou até a final das Danças dos Famosos, mas garante que foi uma fase única, de muito aprendizado que abriu portas para outros trabalhos.
Sucesso
A música sempre esteve presente no lar familiar do educador físico, por isso não foi tão dificil ir adiante com a carreira de dançarino. O sucesso que veio rapidamente, logo após a sua participação da Danças dos Famosos, mudou a sua vida.
Após a saída do programa, ele não imaginava que ia ter tanta repercussão, principalmente porque, no Ceará, existem professores que dão aulas há mais de 10 anos e ele, que está apenas com 5 anos "no mercado", conseguiu crescer e desenvolver mais até do que outras pessoas.
Para ele, a dança significa uma grande liberdade de se expressar: "dança é a liberdade de você ser quem realmente é. As pessoas, quando estão dançando, mostram seu lado real. Os tímidos ficam extrovertidos, o calmo vira garanhão".
Ele não parou por aí, o significado de dança também é algo voltado para a arte: "a dança é a arte de transformar pessoas, é a arte de explorar o que cada um tem de melhor, é melhorar o que cada um já tem. Dança é mexer com mente, corpo e sentimento. É a arte de valorizar e descobrir o que cada um tem de melhor."
Surpresa
Pensando que a entrevista acabaria ali, Diego me convidou para ter a primeira aula de dança. Disponível logo mais abaixo.
Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do dançarino é só entrar em contato através do e-mail: diegoborgeswcs@gmail.com
Mãos que transformam lixo em arte
Ele gosta de desenhar, de viajar, de conhecer pessoas, de observar e de surfar. E decidiu unir tudo isso na sua arte, sua forma de tentar melhorar o mundo. Artesão autônomo há seis anos, Franklin Ferreira, 41 anos, começou seus primeiros trabalhos manuais por influência de um amigo surfista. Fez uma peça decorativa de gesso ilustrando um surfista pegando uma onda. Mas foi além do caráter decorativo e, já pensando em maneiras de como não degradar o ambiente, começou a trabalhar com lixo eletrônico. “Eu observei que pouca gente trabalha com lixo eletrônico. As pessoas abrem as peças e retiram alguns materiais encontrados dentro, como o cobre, mas não fazem nada com a carcaça”, recorda.“O curioso é que o pessoal daqui pergunta por que é tão caro e o do Sul pergunta por que é tão barato?! Acontece que uma idéia não tem preço... e dependendo do material utilizado, há peças que podem durar um tempo de até quatro gerações. Há uma incompreensão à respeito desse tipo de trabalho. A maioria das pessoas que fazem reciclagem, o fazem por modismo", explica o artesão.
Divulgando Fortaleza

Já Társila Peixoto, artista plástica de 27 anos, transforma tudo o que toca, não apenas o que iria para o lixo em mãos comuns e descompromissadas com o meio ambiente.
Já tendo trabalhado com design de moda e design gráfico até 2010, atualmente Társi, como gosta de ser chamada, faz pesquisas sobre reciclagem e uso de materiais, assim como produz telas, porta-chaves e cartões sobrepondo diferentes materiais: “Procuro usar o que geralmente seria jogado fora. Ou mesmo coisas com as quais simplesmente não faríamos nada. Uso isopô, tinta, fita, lantejoula e diferentes tipos de papel".
Planos
Arte urbana: breack, Dj, Mc e graffiti
| Reaprendendo a escrever |
| Graffiti na delegacia do Bom Jardim |
Estes alunos estão participando do Projeto Farol que acontece em toda a comunidade do Bom Jardim e conta com a orientação e coordenação geral de Roberto, que decidiu ajudar comunidades seguindo o exemplo de sua esposa, Geralda. “Minha esposa fazia trabalhos voluntários, ajudava pessoas nas comunidades, aí eu falei pra ela: Peraí, uma coisa não tá certa, bora se organizar, montar uma entidade. E a coisa foi crescendo e eu não estava mais satisfeito em ser engenheiro, aí eu me qualifiquei, e passei a assumir como professor. Sou de São Paulo, tô no Ceará por causa desse trabalho, isso aqui é minha razão de viver”.
O projeto aborda a identidade do Hip Hop e o aluno Evanildo, mais conhecido como Biboi Gurú, explica melhor esse movimento: “O hip-hop não é só música, mas sim a junção de quatro elementos: expressão corporal (breack), poesia (hap), música (Dj) e visual (graffiti)”. Este último surgiu em Nova York no fim da década de 60 e a maioria dos grafiteiros usava os tag’s (assinaturas) sempre com números que correspondiam a rua em que moravam ou o número da casa, exemplo disso era Tak 183, Phase 2 e Cope 2. Nos anos 80 o graffiti chega ao Brasil, em São Paulo, com os grafiteiros Os Gêmeos, que se tornaram reconhecidos até hoje com o spray, depois deles apareceram Binho, Tinho, Speto, Victhe, mas só em 1993, através do grafiteiro Flipjay, o graffiti chega ao Ceará.
| Graffiti de Ice Rick |
Grande parte dos grafiteiros de hoje, já foram pichadores e agora condenam sua antiga atividade. Um deles é Henrique, mais conhecido como Ice Rick, que é ex-pichador e diz que há uma grande diferença entre pichação e graffiti, para ele a arte de grafitar mostra algo bonito para a sociedade, já a pichação polui a cidade. Hoje, em cada obra de graffiti que desenha, coloca sempre uma boa mensagem para aquelas pessoas que olham e admiram sua arte.
Entrevista com Ice Rick (pichação e graffiti)
| Davi Favela e Elenilse, organizadores do projeto |
Os coordenadores do projeto também aprendem, a cada dia, mais sobre a arte de grafitar, é o que afirma Elenilse, cantora do grupo Afoxé Acabaca e faz o apoio pedagógico do projeto: “Tô aprendendo muito junto com o Davi Favela, percebi a diferença entre pichação e grafite. O grafite só se faz se o dono do muro consentir, pra pichar o cara não faz isso. No grafite você consegue fazer a leitura, ele passa uma coisa boa, já a pichação faz com que a pessoa arrisque sua vida. Próximo lá de casa, um menino de 16 anos resolveu pichar numa parte bem alta de um prédio, virou de cabeça pra baixo, caiu e morreu. Já vi até um aluno me dizendo que conseguia pegar numa arma pra dá um tiro, mas não conseguia pegar na lata de spray, porque se tremia todo. Eu quero mudar isso, preparar o adolescente pra vida”.
O graffiti não é arte só para quem mora na favela, a arte de grafitar já foi debatida dentro de algumas escolas particulares, projetadas em grandes obras de arte, através do Graffiti Ren, é como conta Amanda Batista: “Minha professora, um dia, mostrou pra gente o grafite dentro da arte clássica, através dessas obras. Achei tudo muito lindo”.
| Babau |
Dia 19 de novembro, os alunos do Projeto Farol se reuniram na Praça do Ferreira com os adeptos do hip-hop para comemorar, antecipadamente, o Dia da Consciência Negra, 20/11. No evento, vários grupos se apresentaram e, cada um, tinha 30 minutos para mostrar simultaneamente todos os elementos do hip-hop, confirmando a união existente entre eles. É o que reforça Babau: “Autoestima o tempo todo, irmão. Vocês fazem parte de um todo, todos juntos nesse mesmo barco. A periferia é uma só, não é o rap, dança, graffiti, é tudo. Somos pobres, temos a mesma cor, muda só tonalidades, vocês têm que saber o que é consciência negra, têm que entender o que significa essa data, tem que pensar em hip-hop, ser preto 24 horas”.
Academia da Arte
É sabido que a arte é uma manifestação do sentimento humano, através de percepções, emoções e idéias. Para aqueles que desejam agregar formação acadêmica a esses atributos da arte, duas instituições em Fortaleza oferecem cursos de nível superior na área, a Universidade de Fortaleza (Unifor) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCe) oferta, ,respectivamente, o curso de Bachalerado em Belas Artes, com habilitação em Artes Plásticas ou Artes Cênicas, e os cursos de Licenciatura em Artes Visuais e Teatro.
Opções
Os cursos não se limitam apenas a aulas de artes plásticas, como desenho, pintura e escultura, os alunos também entram em contato com o drama, canto e literatura, podendo escolher, ao longo do curso, em qual vertente da arte ele quer se especializar, levando em consideração suas aptidões e gostos.
Confira, agora, um podcast com um professor de canto dando dicas introdutórias de exercícios de voz:
Dica de canto para iniciantes - Afinação by Julie Scott
SERVIÇOS
Matrizes curriculares dos principais cursos de artes de Fortaleza:
Artes Visuais - IFCe
Teatro - IFCe
Belas Artes - Unifor
A arte nas coleções da estilista Ticiana Sampaio
Segundo o Professor de Belas Artes da Universidade de Fortaleza, Carlos Velazquez, a palavra Arte decorre do latim Ars, que significa "arma", no sentido de ferramenta e seu correspondente grego é Techné, significa técnica. Assim, na antiguidade, entendia-se por arte qualquer coisa que resultasse de uma aplicação técnica, da utilização racional de ferramentas, ou seja, tudo aquilo que foi transformado pelos humanos e não se encontra no seu estado natural. Neste sentido estrito, a moda, como todos os feitos humanos, é uma arte.Para Ticiana Sampaio, estilista, além de ser sua área de atuação profissional, a moda é algo apaixonante. Ela conta que a moda entrou em seu caminho não como uma simples opção profissional, mas por uma descoberta surpreendente e realizadora. “Eu fazia faculdade de Direito, estava no segundo semestre, quando uma amiga quis prestar vestibular pra moda e me chamou pra fazer com ela. Passei e os planos era conciliar as duas faculdades, mas a moda era vista como algo secundário. Entrei na faculdade e comecei a me apaixonar. Abandonei as aulas de Direito, pra me dedicar totalmente à faculdade de moda.”
A jovem empresária teve uma trajetória profissional bastante diversificada. Quando a estilista estava na metade da faculdade, surgiu um estágio como Produtora de moda do Sistema Verdes Mares. “Era interessante, eu gostava, porque não tinha uma rotina fixa. Íamos atrás de roupas nas lojas para as repórteres, mas ainda não era o que eu queria, pois eu sempre gostei de criar, de produzir, desenvolver produto, montar fábrica", justifica.“Sempre gostei de vestido de festa porque eu posso expressar minha parte criativa. Hoje a moda é de tendências, em termo de tecidos, de cores, de comportamento, você tem que seguir aquele patamar." A estilista acredita que a arte é foco central do seu trabalho, pois a ajuda na composição de novas coleções. "Eu sempre viajo com uma máquina e qualquer coisa que eu acho interessante, eu tiro uma foto. Adoro visitar museus. Pego as obras de Monet como inspiração para a cartela de cores da minha coleção, por exemplo. Muitas coisas da arte ajudam a desenvolver minhas criações. Eu faço essa coleta de imagens, informações, brending storm e começo a transformar em roupas, volumes e texturas", finaliza.
Colecionadores da sétima arte impulsionam o cinema
Luca Laprovitera, estudante de jornalismo que reside em Nova Iorque, nos Estados Unidos, é uma das pessoas que tem esse passatempo. “Sempre fui fã de filmes, de vez em quando via bons filmes por preços baixos e quando menos percebi já estava com quase 50 DVDs na coleção”, diz o estudante.
A adoração pelo divertimento é tão grande que ele não sabe bem a quantidade de filmes que ele possui. “Não sei ao certo, pois ela (a coleção) está dividida. Parte está aqui nos Estados Unidos com uns 20 filmes, os outros em Fortaleza devem ficar entre 60 a 80 DVDs”, relata.
Uma das maiores divergências entre os colecionadores é o fato de se as coletâneas e os filmes devem ser abertas para serem assistidas ou se o divertimento torna-se algo sério e todos os DVDs são como espécies de troféus. “Os dois, gosto de aproveitar tudo deles, então vejo cenas, vejo os extras, outros eu apenas guardo”.
Além disso, o estudante comentou que um dos maiores prazeres que tem após assistir uma de suas películas é discutir com outros cinéfilos sobre as suas preferências.“Existe até um grupo no Facebook chamados "Cinéfilos em Fortaleza" aonde temos amantes e colecionadores da sétima arte”, disse entusiasmadamente.
Para Luca não existe coisa melhor do que ir ao cinema e poder apreciar o filme projetado em uma grande tela, sentado na poltrona e comendo um saco de pipocas. “Sem dúvidas. No cinema, existe todo um clima, todo um ritual, é diferente”.
Mas para o advogado Matheus Albuquerque, 40 anos, colecionar filmes é uma forma de fazer arte. “Quando estou comprando um filme, sinto que estou elaborando uma grande obra de arte. Ao chegar a minha casa, me recuso a abrir as caixas da minha coleção. Do jeito que compro, lá fica”.
Com o intuito de impulsionar a indústria cinematográfica, Albuquerque tenta, de certa forma, ajudar seus diretores e atores preferidos. “Ao procurar um filme para comprar, vou logo atrás dos que meus diretores preferidos e que os meus atores e atrizes que eu mais gosto tenham atuado”, contou.
“Acredito que isso acaba ajudando o mercado. Diferente do que alguns pensam, nós, colecionadores, investimos muito dinheiro nos DVDs, coletâneas, outros produtos e, principalmente, nas salas de cinema, que não deixamos de freqüentar”.
O crítico de cinema Jean Martins, que trabalhou no site especializado no assunto omelete, concorda com a tese de que os colecionadores são à base do mercado. “Sem os fãs, com certeza não existiria os filmes. E, mais ainda que os fãs, quem acaba contribuindo mais são os colecionadores, pois eles, além de freqüentarem o cinema, adquirem os DVDs e compram os produtos licenciados", afirmou o especialista.
-O cinéfilo Luca Laprovitera mostra parte da sua coleção.
- Para ouvir o podcast sobre coletânea de filmes, clique no link abaixo:
Podcast - Coleção de filmes
- Mapa de onde assistir e comprar filmes em Fortaleza:
Visualizar Cinema Fortaleza em um mapa maior
Repórteres: João Romero e Thiago Rocha
Na terra do forro, o Rock e cultura
O rock em sua essência sempre foi música de protesto e de contestação dos padrões de sua época desde do seu começo nos anos 50, mas será que esse estilo de música pode ser considerado arte? De acordo com o professor de Belas Artes, Carlos Velazquez, sim. “Arrumar sons no espaço temporal nas escalas modais que e o rock utiliza e com os instrumentos que caracterizam o rock, fazem do rock uma arte”.Dito isso, fomos conferir o trabalho da Associação Cearense do Rock (ACR) que surgiu em 1998 com o objetivo de contribuir com o crescimento e o desenvolvimento da cena em Fortaleza e no estado do Ceará. “No nosso bairro (Parque Araxá) onde foi criada, tínhamos diversas bandas, artistas ligados ao underground, estúdios de gravação, fanzines etc. Só que não fazíamos nada articulado, cada um fazia o seu. Com o surgimento da ACR, essas ações passaram a serem mais articuladas. Dai, nasceu o ForCaos, as mostras de bandas de Rock no Dragão do Mar, pesquisas acadêmicas, CDs coletivos e documentários, a luta pela desobrigatoriedade da filiação à Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). Foi um momento bom para a cena, que ganhou bastante visibilidade e que viria inspirar outras experiências coletivas na cidade”, afirmou o então presidente da ACR, Amaudson Ximenes.
O corpo vira tela, a tatuagem vira arte
A tatuagem existe há milênios. Há quem acredite que marcar o corpo existe há tanto tempo quanto a humanidade, mas como não há registros que comprovem tal fato, precisamos procurar em provas mais recentes, como no Egito Antigo (2160 a 1994 a.C), em que foram encontrados corpos femininos com indícios de tatuagens em seus abdomens. Atualmente, a tatuagem é muito comum. Seja para homenagear alguém, para registrar um momento, ou por pura estética, a mania de usar o corpo como tela pegou."Um corpo sem pintura é um corpo mudo." Índios Caduveos.
Jackson, da Primitive & Modern Tattoo, começou a tatuar profissionalmente com apenas 18 anos e já exerce a profissão há 7 anos. Primeiramente interessado somente em aprender a aplicar piercings, foi só depois de receber motivação do tatuador que fez sua primeira tatuagem que ele resolveu se dedicar a essa arte. Ele conta que sempre gostou de desenhar, mas que a princípio não desejava trabalhar com isso, pois tinha medo de perder o prazer pelo desenho. "Só depois eu percebi que fazer o que você gosta e ganhar dinheiro com isso é muito melhor", acrescenta.
Quando ainda estava aprendendo a tatuar, Jackson utilizou amigos, parentes e vizinhos como cobaias. "Eu fiz tatuagens em lugares mais escondidos, e depois, quando eu me aperfeiçoei mais, tentei dar uma consertada ou até cobrir a tatuagem", confessa. "Desenhar" na pele de uma pessoa é diferente de desenhar no papel, então todo tatuador passa por uma fase de adaptação.
Galeria de tatuagens da Primitive & Modern Tattoo
Perguntado se tatuagem é uma forma de arte, Jackson é firme ao responder com um "com certeza". Ele acredita que a tatuagem é uma arte coletiva, porque além da inspiração do tatuador, também envolve o desejo de quem vai ficar com o corpo marcado: "É uma arte para o resto da vida mesmo. Uma arte que vai ter muito sentido para aquela pessoa, muito significado; vai marcar uma fase. Ou talvez seja mesmo só estética, mas quando envolve desenho, querendo ou não, é uma forma de você se manifestar."
Assim, Jackson considera como sua obra-prima cada uma das tatuagens que já fez, pois em cada uma ele deu o seu melhor. "Não importa se estou desenhando uma borboletinha minúscula ou se estou 'fechando' as costas de alguém com um enorme dragão; pra mim tem o mesmo valor", finaliza.
Tiago HC, também da equipe de tatuadores da Primitive & Modern Tattoo, tatua uma cliente
"Qual o significado da sua tatuagem?"
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| Carlos Sawaki tatuou Bunga Teruong |
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| Uma das tatuagens de Ella Rafa representa seu diagnóstico: transtorno bipolar |
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| Igor fez sua tatuagem para homenagear a mãe e os avós |
Igor Aguiar, 22 anos: "Tatuei uma coroa de rainha, significando minha mãe, e duas faixas pretas abaixo da coroa, significando meus avós, todos falecidos. Eu queria algo bonito (um desenho bonito) e com algum significado."
Professor Carlos Velazquez fala sobre Arte e Tatuagem by Luciana Bezerra Santos
Por Bárbara Guerra e Luciana Bezerra
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Moda e natureza de mãos dadas

Não é de hoje que as empresas tentam encontrar formas de produzir moda sustentável. Ao mesmo tempo em que buscam meios que reduzam a agressão ao meio-ambiente, buscam produzir peças sustentáveis. Mas o que pouca gente sabe, é que a onda ''ecofashion'' vem tomando espaço no cenário nacional e até internacional. Não basta só produzir as peças que são tendências, tem que respeitar o meio-ambiente. A produção de roupas e acessórios podem ser feitas com diversas alternativas sustentáveis, o exemplo mais famoso disso é a utilização das garrafinhas PET, que pode ser transformadas em tecido, além dos pneus para produção de calçados e da madeira de reflorestamento para a produção de bijuterias, como colares, brincos e pulseiras.Nada é velho, tudo se transforma!









