Luca Laprovitera, estudante de jornalismo que reside em Nova Iorque, nos Estados Unidos, é uma das pessoas que tem esse passatempo. “Sempre fui fã de filmes, de vez em quando via bons filmes por preços baixos e quando menos percebi já estava com quase 50 DVDs na coleção”, diz o estudante.
A adoração pelo divertimento é tão grande que ele não sabe bem a quantidade de filmes que ele possui. “Não sei ao certo, pois ela (a coleção) está dividida. Parte está aqui nos Estados Unidos com uns 20 filmes, os outros em Fortaleza devem ficar entre 60 a 80 DVDs”, relata.
Uma das maiores divergências entre os colecionadores é o fato de se as coletâneas e os filmes devem ser abertas para serem assistidas ou se o divertimento torna-se algo sério e todos os DVDs são como espécies de troféus. “Os dois, gosto de aproveitar tudo deles, então vejo cenas, vejo os extras, outros eu apenas guardo”.
Além disso, o estudante comentou que um dos maiores prazeres que tem após assistir uma de suas películas é discutir com outros cinéfilos sobre as suas preferências.“Existe até um grupo no Facebook chamados "Cinéfilos em Fortaleza" aonde temos amantes e colecionadores da sétima arte”, disse entusiasmadamente.
Para Luca não existe coisa melhor do que ir ao cinema e poder apreciar o filme projetado em uma grande tela, sentado na poltrona e comendo um saco de pipocas. “Sem dúvidas. No cinema, existe todo um clima, todo um ritual, é diferente”.
Mas para o advogado Matheus Albuquerque, 40 anos, colecionar filmes é uma forma de fazer arte. “Quando estou comprando um filme, sinto que estou elaborando uma grande obra de arte. Ao chegar a minha casa, me recuso a abrir as caixas da minha coleção. Do jeito que compro, lá fica”.
Com o intuito de impulsionar a indústria cinematográfica, Albuquerque tenta, de certa forma, ajudar seus diretores e atores preferidos. “Ao procurar um filme para comprar, vou logo atrás dos que meus diretores preferidos e que os meus atores e atrizes que eu mais gosto tenham atuado”, contou.
“Acredito que isso acaba ajudando o mercado. Diferente do que alguns pensam, nós, colecionadores, investimos muito dinheiro nos DVDs, coletâneas, outros produtos e, principalmente, nas salas de cinema, que não deixamos de freqüentar”.
O crítico de cinema Jean Martins, que trabalhou no site especializado no assunto omelete, concorda com a tese de que os colecionadores são à base do mercado. “Sem os fãs, com certeza não existiria os filmes. E, mais ainda que os fãs, quem acaba contribuindo mais são os colecionadores, pois eles, além de freqüentarem o cinema, adquirem os DVDs e compram os produtos licenciados", afirmou o especialista.
-O cinéfilo Luca Laprovitera mostra parte da sua coleção.
- Para ouvir o podcast sobre coletânea de filmes, clique no link abaixo:
Podcast - Coleção de filmes
- Mapa de onde assistir e comprar filmes em Fortaleza:
Visualizar Cinema Fortaleza em um mapa maior
Repórteres: João Romero e Thiago Rocha
Nenhum comentário:
Postar um comentário